E se este blog fosse do Eto’o?

Só no Winning Eleven mesmo

A meia dúzia de pessoas que me conhece sabe que eu não manjo de futebol. E não estou nem aí. Nunca fui muito… hã… brasileiro em questão de gostos e costumes. Sempre fui perna de pau, nunca fiquei gritando feito besta por causa do meu time do coração, não cultuo bundas, odeio carnaval, acho que cerveja tem gosto ruim, não comprei minha carteira de motorista, acho Zorra Total uma merda, desprezo Big Brother, sei e GOSTO de ler e escrever. Digo que o meu time é o Palmeiras, mas não conheço quase nada sobre a trajetória ou a atual fase do Verdão. Pelo que comentam por aí, é melhor eu continuar sem saber. Poderia ser pior, eu poderia ser corintiano e o time completar os cem anos sem título (piada de futebol eu sei fazer, rá!). Então esta ignorância toda com relação ao esporte trazido a nós por Charles Miller levanta em minha cachola uma pergunta crucial: Quem diabos é Eto’o?!

Pesquisando na Wikipédia, descobri que ele é um jogador camaronês que veste a camisa do Inter, equipe italiana. O que não responde nada com relação ao contexto da pergunta. De uns tempos pra cá, certa marca de tênis (eu disse TÊnis) iniciou uma campanha publicitária cujo mote é indagar o que aconteceria se fulano fosse o tal futebolista. “E se seu amigo fosse o Eto’o?”, “e se sua mãe fosse o Eto’o?”, “e se sua namorada fosse o Eto’o?”. Bom, se minha namorada fosse um negão eu estaria com sérios problemas de ordem física (já assistiu ‘As Branquelas’?) e, como é um jogador de futebol, talvez eu fosse uma loira. Graças a Deus ela não é. Mas o conceito do comercial é se a pessoa, repentinamente, sacasse tudo de futebol e fosse admirada por isso. Então por que especificamente este jogador, alguém pode me explicar (é sério!)? Só porque a copa é na África? Jóia…

Tá cego?! É uma cilada, Bino!!

A copa do mundo é o único campeonato de futebol que eu acompanho com mais atenção. Tanto que a última eu assisti junto com meus miguxos de faculdade. Agora estou formado e lá vem outra aí. E uma coisa que eu não lembro de ter visto quatro anos atrás foi essa febre toda que tem agora de álbum da copa. Juro, não lembro. E as últimas figurinhas que eu colecionei eram d’O Rei Leão. Sempre existiu o tal álbum, mas acho que agora teve um “boom” em cima disso pela simples necessidade de um modismo cíclico. Mini-craques, bola que vem de brinde na Coca-Cola, figurinhas do Zé Carioca… Existem até os jogadores e piadas da moda, como as que fazem com o Dunga ou o tanto que falam do tal do Neymar. Este tipo de coisa não se restringe ao futebol, é óbvio, mas este post é temático. E o álbum é modismo saudável e batuta, eu diria. Só não vou participar.

This is Bicicleta!

Eu costumava dizer que o futebol é o ópio do povo. E, de certa forma, é mesmo. Há pessoas que chegam a extremos por causa do seu time, deixando de lado outras coisas importantes, como o respeito, por exemplo. É só ver o número de confusões que acontecem nos estádios e as guerras entre facções que se autodenominam torcidas. Pra quê tudo isso? Este ano teremos eleições para presidente. Uma das mais peculiares dos últimos anos, na minha opinião, e, por um mês, ninguém vai estar nem aí. Eu até entendo, porque campanha eleitoral é algo que anda intragável mesmo. Mas já comentei sobre isso. O fato é que não entendo situações como a em que o namorado sempre deixa a namorada de lado por causa de um jogo. De vez em quando é até compreensível, é preciso conciliar, mas tem gente que extrapola. E eu conheço gente assim. Conheço gente que toda vez que chega perto é apenas para fazer comentários e piadas a respeito de futebol. “E o Parmêra, hein?”. Dá vontade de falar “cara, vira o disco!”.
Que não digam que eu acho que futebol é ruim. Muito pelo contrário, dizer que apreciar e praticar esportes são coisas saudáveis é um pleonasmo. Só não sou o Eto’o. E sou contra extremos que, em futebol, política, religião ou qualquer outra coisa, sempre fazem mal. Só não vou brigar, chorar e gritar como uma fã de Restart por causa do Curíntia. Acompanharei a copa pela companhia dos amigos e família, do mesmo modo que poderia tê-la assistindo um filme ou comendo um churrasquinho de gato. Todo mundo vai assistir mesmo. Mas não sou do tipo que deixaria a namorada de canto para ver o jogo do São Paulo. A patroa agradece.

Sobre Bruno Chagas

Jornalista, entusiasta de novas tecnologias, viciado em internet, conteudista polivalente, chato de plantão e defensor da verdade e justiça.

Publicado em 28/05/2010, em Artigos, Assuntos de Extrema Importância, Esportes, Mitologia Tupiniquim e marcado como , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , . Adicione o link aos favoritos. 1 Comentário.

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